
A droga do amor – Segundo capítulo
O Boy
Primeiramente: Quando estava no auge dos meus 22 anos, morava em uma república no bairro da Aclimação com mais 5 garotas. Dividíamos 3 quartos e cada uma dormia em sua respectiva cama de solteiro.
Quando cheguei à USP para estudar arquitetura estranhei muito o modo como às pessoas se comportavam. Todos me pareciam muito sérios e focados. Tinha poucos amigos alem das meninas com quem dividia apartamento, e me enturmar não estava parecendo uma tarefa fácil.
Costumávamos conversar sobre os acontecidos durante o jantar. Naquela quinta-feira as garotas pareciam mais agitadas e bem ansiosas, atitudes essas que me fizeram tocar no assunto:
- Posso saber o motivo de tanta agitação? – Perguntei.
- A Cat, vai me dizer que você não está sabendo da festa? – Disse Dana, a mais velha da turma, incrédula com a minha pergunta.
-Não, não fiquei sabendo de nada.
E como poderia saber pelo que sabia era uma excluída social. Enquanto eu respondia, Gisele pulou do balcão com um papel na mão. Parecia-me um bilhete, mas era o convite da festa. Lembro-me que era rosa e nele tinha uma lista de razões para ir. A festa aconteceria no dia seguinte.
Ao ler a tal lista de motivos, não me interessei. As meninas me olhavam comos e esperassem uma resposta, cheguei até a acreditar que os olhos de Dana estavam brilhando, mas fiz questão de me convencer do contrário.
-E….?
- E o que? Talvez essa festa nem seja tão foda assim, aço que vou ficar em casa.
- Como você não vai? É seu primeiro ano aqui, você tem que se enturmar!
-Não sei talvez eu vá. Se decidir te falo.
A noite passou, o dia chegou e quando o despertador tocou já sabia que o dia seria monstro. E foi! Naquela época trabalhava em uma loja da Vans e na maior parte do tempo simplesmente detestava meu trabalho.
Como de costume, no fim do experiente peguei o trem e voltei para casa. Todas as garotas estavam se arrumando para a tal festa. Por incrível que parecesse apenas eu não queria ir. Mas a maior característica de Dana era a perseverança, de tanto insistir me convenceu a ir. Apenas deixei claro a todas que iria depois e as encontraria lá.
Já passava das onze e eu ainda não estava arrumada.Peguei um vestido justo no guarda roupa da Flávia e coloquei um sapato de salto 15.Dei uma amassada no cabelo,escovei os dentes e fiz um make bem bonito. 20 minutos depois,já estava pronta para ir. Desci para o estacionamento, peguei meu carro e fui para a tal festa.
Há um quarteirão do local já podia ouvir o som alto, o que me estimulou a acelerar o carro. Estava me animando…
Ao entrar, vi que o lugar estava lotado. A maioria mulheres como sempre.Não demorei para encontrar as garotas e logo fomos para a pista de dança. Lembro-me que a primeira musica que dancei foi I’m in Love do Alex Gaudino.Dançamos por um tempo e quando estava quase cansada fui para o bar pegar uma bebida.
Por um momento de reflexão percebi que todas as meninas já tinham encontrado um parceiro e que querendo ou não uma hora eu iria ficar sozinha.Sentei no balcão, pedi uma caipirinha ao bar man e fiquei aguardando. Um garoto moreno se aproximou de mim e começou a falar:
-Sabe gata, um amigo meu está te olhando tem um tempão.Bem que você poderia conversar com ele ,né?
-Quem é seu amigo?- perguntei.
-É aquele ali de camiseta do Strokes. – Ele apontou para o garoto e eu vi quem era. Um loiro, alto , cheio de tatuagens .
Não preciso dizer que aceitei a oferta,não é? Ele veios e aproximando, e enquanto ele fazia isso percebi que ele estava completamente vermelho. Isso me fez acreditar que ele fosse tímido. Pobre de mim que acreditei nisso.
Eu sabia o que ele queria. E ele sabia o que queria também.
Sem jeito ele sentou em um banco ao meu lado e perguntou meu nome, quando respondi ele disse “Que nome bonito”. Quando ele disse isso , tive certeza que ele estava constrangido . Decidi tomar uma iniciativa .
-Sabe Caterine, eu te achei muito linda e… – Interrompi sua fala com sotaque gaúcho e disse:
-Gato, vamos pular os elogios? Você está falando demais e fazendo de menos.
A PARTIR DAQUI ESCUTE LIGHTNING-THE WANTED ,É A TRILHA SONORA DESSA PARTE.
Aproximei-me. Quando terminei de falar, vi em seus olhos o que ainda não tinha visto. O garoto tímido ao que me parecia tinha mudado seu olhar vergonhoso, para pura malícia.
-Pois bem, Guria. Eu te mostro quem faz menos.
Nesse momento foi como se o mundo parasse. Em um movimento rápido passou o braço envolta da minha cintura e puxou meu corpo contra o seu. A pressão entre nossos corpos foi muito forte, como se ele tivesse reunido forças para me “pegar” .
Ele abriu um leve sorriso, e me beijou. Quando nossos lábios se tocaram me senti nas nuvens!Um beijo malicioso mas ao mesmo tempo com um ar apaixonado ( e mentiroso).A coisa já estava esquentando no segundo beijo. Quando me dei conta, estava sentada em cima do balcão e ele em pé curtindo o momento. Não faltaram caricias.
Ele sabia o que estava fazendo. Quem diria o garotinho tímido tinha virado um selvagem.
Eu sentia suas mãos percorrendo o meu corpo, e com movimentos sutis coloquei minhas mãos para dentro de sua camisa. Fiz valer as unhas grandes e arranhei suas costas. No momento isso pareceu deixa-lo louco. O que me fez dar uma risadinha.
Para nossa infelicidade Dana, teve um problema com um garoto e chegou me puxando para irmos embora. Pedi que me desse 1 minuto para me despedir, enquanto o fazia ele sussurrava em meu ouvido que adorou ficar comigo e que queria a oportunidade de repetir a dose.
Com um selinho disse adeus e fui atender o pedido de Dana, que por aças estava completamente bêbada.
Desde o momento em que saímos da festa , minha mente estava voltada total mente para ele. Mas eu tive que ir. Abandonar uma amiga em um momento ruim seria simplesmente traição. Voltamos para casa, Dana foi dormir depois de ser mimada por mim.
De certo modo aquela noite tinha sido inesquecível. Quem diria que uma festa que eu nem queria ir ,iria me render uma coisa tão boa.
Fiquei acordada por mais umas 2 horas, vi tv , comi alguns salgados e depois tomei um banho e fui dormir.
A droga do amor – Segundo capítulo O Boy Quando estava no auge dos meus 22 anos, morava em uma república no bairro da...