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Work HARD, Play HARD
Beatrix, Bia, Be, Bitch. Solteira feliz, mãe de 3 cães e muito bem resolvida. Não sou romântica, Não espero muito das pessoas.Mas eu amo, amo tanto que as vezes até me canso! Coração e mente abertos para tudo e todos. Baladeira, metida a cantora e blogger. Just this! I'm ready! Vou ser rica aos 24 !! E Bilionária aos 40! É mole?

A droga do amor - Capítulo 03

O Número.

A TRILHA SONORA DESTE EPISÓDIO É  DOG DAYS ARE OVER - FLORENCE PLUS THE MACHINE!

Como o dia começava cedo, devo dizer: Imaginem uma segunda-feira chuvosa.São 7:00 da madrugada e o meu despertador como de costume acabara de tocar.A preguiça estava dominando o meu corpo e a unica coisa que eu desejava era que em um passe de mágica de sete da manhã fossemos para sete da noite.

Geralmente em dias  de chuva o banho fica mais gostoso,o que me fez ficar muito mais tempo embaixo do chuveiro.Esses dias sem duvida são uma merda para quem trabalha.

Como uma boa proletariada , fui para a labuta e fiz o meu dever até as 14:00 hrs.Naquele dia trabalhei meio período, pois era época de balanço na loja.

Durante a volta para a casa , passei em uma loja de lingerie e comprei um conjunto.Ele  estava me namorando há dias. Tive que ceder!

Quando finalmente cheguei ,percebi que aquela república estava simplesmente um chiqueiro.Não gosto de sujeira, pode haver a bagunça, mas sujeira é inaceitável!Decidi então aproveitar a presença de Paula ( festa da paula, paula dentro e paula fora) para dar uma limpada na casa.

Paula era a mais nova e provavelmente a mais bem criada. Sua educação era impecável. Creio que ela só aceitou meu convite de grego para não parecer grossa.

Limpamos os dois quartos e a sala-cozinha ficou para ela enquanto eu tratava de limpar o quarto que dividia com Gisele.

Eu poderia ter ficado com a parte dela! Assim que atravessei a porta, pensei que nosso quarto era o mais bagunçado, e de fato era.

A primeira tarefa era recolher os sapatos e roupas do chão.Tinha a impressão que esses itens eram infinitos,pois quanto mais eu pegava , mais eles apareciam por toda parte.Nessa hora percebi o quanto do meu salário era gasto com sapatos.

Quando comecei a pegar as roupas, me dei conta que absolutamente tudo o que usamos no dia da festa estava espalhado pelo chão.Realmente eramos garotas muito desorganizadas. 

O vestido de Flavia estava no chão, eu o havia usado e largado por lá mesmo depois da festa.O pega-lo, notei que algo havia caído no chão, um papel.Era um guardanapo escrito. Ao ler, simplesmente não acreditei no que vi! Charlie, o garoto de sexta tinha escrito seu telefone e colocado no bolso do meu vestido.

Fiquei perplexa! Isso foi muito inteligente da parte dele. Vi que sua atitude mostrava que ele estava interessado… 

Na hora fiquei sem saber o que faria com o telefone. Ligo ou não ligo? Me fiz essa pergunta por horas. Decidi então conversar com as meninas para saber o que fazer. Eu estava ansiosa.

Mais ou menos as 21:00 todas ja estavam em casa. Quando contei o acontecido, Gisele ficou muito feliz e disse ” LIGA LOGO ” , mas eu sempre fui confusa quando o assunto é iniciativa. Discutimos o assunto e assim que terminamos elas me disseram para ligar. E foi o que eu fiz.

Nervosa, digitei os números e quando começou a tocar fiquei mais ansiosa ainda. E se ele não lembrasse? E se fosse um tremendo galinha daqueles que passam o telefone para todas as garotas? Ok, eu tinha que saber.

Foram mais ou menos 5 toques e finalmente ele atendeu.Não disse “alô” , disse “oi”.

-Oi

-Alô- respondi.

-Quem fala?

-É assim, eu não sei o que dizer. Eu sou a Caterine. A garota da festa de sexta, você se lembra?

-Caterine? Sexta? Nossa, não lembro foram tantas garotas nessa sexta.- Quando ele disse isso ,fiquei simplesmente desapontada. Fui apenas mais uma , pensei.

-Ah… Tudo bem .É tchau.

- Não gata, espera! Eu estava brincando. Como esquecer esse nome lindo/? - Me aliviei.

- Nossa, ja tinha até pensado ” mais um desses” .

-Que nada, e ai como você está? - Ele puxou assunto.

-Estou bem, e você?

- Melhor agora que você ligou, demorou pra encontrar o meu bilhete?

-Um pouco, bem inteligente da sua parte.- observei.

- Sabe eu gostei muito de você! Queria te ver de novo, pra gente conversar, sabe?

-Sei sim… É só marcar que a gente se encontra.

-Pode ser hoje? Tipo agora? Eu estou voltando do trabalho, posso te buscar.

-Ja? Acho que pra mim fica meio em cima da hora, mas se você quiser,podemos almoçar amanhã? 

-Claro! Pode ser no restaurante da faculdade? Assim, umas 14:00 hrs?

-Por mim tudo bem.

-Ok então a gente se vê amanhã, coisa linda !- Ele completou.

-Ta fechado, até logo.

-Beijo.

Desliguei. Enquanto falava com ele não parava de morder os lábios. Sua voz era meio rouca ,mas bem leve. Ele parecida uma pessoa calma.Naquele momento estava desejando que o outro dia chegasse logo.

    A droga do amor – Segundo capítulo

O Boy

Primeiramente: Quando estava no auge dos meus 22 anos, morava em uma república no bairro da Aclimação com mais 5 garotas. Dividíamos 3 quartos e cada uma dormia em sua respectiva cama de solteiro.

Quando cheguei à USP para estudar arquitetura estranhei muito o modo como às pessoas se comportavam. Todos me pareciam muito sérios e focados. Tinha poucos amigos alem das meninas com quem dividia apartamento, e me enturmar não estava parecendo uma tarefa fácil.

Costumávamos conversar sobre os acontecidos  durante o jantar. Naquela quinta-feira as garotas pareciam mais agitadas e bem ansiosas, atitudes essas que me fizeram tocar no assunto:

- Posso saber o motivo de tanta agitação? – Perguntei.

- A Cat, vai me dizer que você não está sabendo da festa? – Disse Dana, a mais velha da turma, incrédula com a minha pergunta.

-Não, não fiquei sabendo de nada.

E como poderia saber pelo que sabia era uma excluída social. Enquanto eu respondia, Gisele pulou do balcão com um papel na mão. Parecia-me um bilhete, mas era o convite da festa. Lembro-me que era rosa e nele tinha uma lista de razões para ir. A festa aconteceria no dia seguinte.

Ao ler a tal lista de motivos, não me interessei. As meninas me olhavam comos e esperassem uma resposta, cheguei até a acreditar que os olhos de Dana estavam brilhando, mas fiz questão de me convencer do contrário.

-E….?

- E o que? Talvez essa festa nem seja tão foda assim, aço que vou ficar em casa.

- Como você não vai? É seu primeiro ano aqui, você tem que se enturmar!

-Não sei talvez eu vá. Se decidir te falo.

A noite passou, o dia chegou e quando o despertador tocou já sabia que o dia seria monstro. E foi! Naquela época trabalhava em uma loja da Vans e na maior parte do tempo simplesmente detestava meu trabalho.

Como de costume, no fim do experiente peguei  o trem e voltei para casa. Todas as garotas estavam se arrumando para a tal festa. Por incrível que parecesse apenas eu não queria ir. Mas a maior característica de Dana era a perseverança, de tanto insistir me convenceu a ir. Apenas deixei claro a todas que iria depois e as encontraria lá.

Já passava das onze e eu ainda não estava arrumada.Peguei um vestido justo no guarda roupa da Flávia e coloquei um sapato de salto 15.Dei uma amassada no cabelo,escovei os dentes e fiz um make bem bonito. 20 minutos depois,já estava pronta para ir. Desci para o estacionamento, peguei meu carro e fui para a tal festa.

Há um quarteirão do local já podia ouvir o som alto, o que me estimulou a acelerar o carro. Estava me animando…

Ao entrar, vi que o lugar estava lotado. A maioria mulheres como sempre.Não demorei para encontrar as garotas e logo fomos para a pista de dança. Lembro-me que a primeira musica que dancei foi I’m in Love do Alex Gaudino.Dançamos por um tempo e quando estava quase cansada  fui para o bar pegar uma bebida.

Por um momento de reflexão percebi que todas as meninas já tinham encontrado um parceiro e que querendo ou não uma hora eu iria ficar sozinha.Sentei no balcão, pedi uma caipirinha ao bar man e fiquei aguardando. Um garoto moreno se aproximou de mim e começou a falar:

-Sabe gata, um amigo meu está te olhando tem um tempão.Bem que você poderia conversar com ele ,né?

-Quem é seu amigo?- perguntei.

-É aquele ali de camiseta do Strokes. – Ele apontou para o garoto e eu vi quem era. Um loiro, alto , cheio de tatuagens .

Não preciso dizer que aceitei a oferta,não é? Ele veios e aproximando, e enquanto ele fazia isso percebi que ele estava completamente vermelho. Isso me fez acreditar que ele fosse tímido. Pobre de mim que acreditei nisso.

Eu sabia o que ele queria. E ele sabia o que queria também.

Sem jeito ele sentou em um banco ao meu lado e perguntou meu nome, quando respondi ele disse “Que nome bonito”. Quando ele disse isso , tive certeza que ele estava constrangido . Decidi tomar uma iniciativa .

-Sabe Caterine, eu te achei muito linda e… – Interrompi sua fala com sotaque gaúcho e disse:

-Gato, vamos pular os elogios?  Você está falando demais e fazendo de menos.  

A PARTIR DAQUI ESCUTE LIGHTNING-THE WANTED  ,É A TRILHA SONORA DESSA PARTE.

Aproximei-me. Quando terminei de falar, vi em seus olhos o que ainda não tinha visto. O garoto tímido ao que me parecia tinha mudado seu olhar vergonhoso, para pura malícia.

-Pois bem, Guria. Eu te mostro quem faz menos.

Nesse momento foi como se o mundo parasse. Em um movimento rápido passou o braço envolta da minha cintura e puxou meu corpo contra o seu. A pressão entre nossos corpos foi muito forte, como se ele tivesse reunido forças para me “pegar” .

Ele abriu um leve sorriso, e me beijou.  Quando nossos lábios se tocaram me senti nas nuvens!Um beijo malicioso mas ao mesmo tempo com um ar apaixonado ( e mentiroso).A coisa já estava esquentando no segundo beijo. Quando me dei conta, estava sentada em cima do balcão e ele em pé curtindo o momento. Não faltaram caricias.

Ele sabia o que estava fazendo. Quem diria o garotinho tímido tinha virado um selvagem.

Eu sentia suas mãos percorrendo o meu corpo, e com movimentos sutis coloquei minhas mãos para dentro de sua camisa. Fiz valer as unhas grandes e arranhei suas costas. No momento isso pareceu deixa-lo louco. O que me fez dar uma risadinha.

Para nossa infelicidade Dana, teve um problema com um garoto e chegou me puxando para irmos embora. Pedi que me desse 1 minuto para me despedir, enquanto o fazia ele sussurrava em meu ouvido que adorou ficar comigo e que queria a oportunidade de repetir a dose.

Com um selinho disse adeus e fui atender o pedido de Dana, que por aças estava completamente bêbada.

Desde o momento em que saímos da festa , minha mente estava voltada total mente para ele. Mas eu tive que ir. Abandonar uma amiga em um momento ruim seria simplesmente traição. Voltamos para casa, Dana foi dormir depois de ser mimada por mim. 

De certo modo aquela noite tinha sido inesquecível. Quem diria que uma festa que eu nem queria ir ,iria me render uma coisa tão boa. 

Fiquei acordada por mais umas 2 horas, vi tv , comi alguns salgados e depois tomei um banho e fui dormir.